o amor de pedro por mim

pedro, não porque teve medo ou negou três vezes quem amava, 
morreu crucificado de cabeça pra baixo...
pedro, o pescador que sacou espada pra defender quem amava;
o pedro covarde que afundou nas águas, pois era pedra
e tinha chaves pesadas.

morreu assim mesmo... sua cruz inversa...
não porque se escondeu na hora da dor
ou quando o galo cantava percebeu-se mesquinho,
estrume de gado, sem valor algum. atormentado
com as palavras do amado tilintando em sua cabeça. ele,
pedro,
chorou só, apaixonado.
provou o pomo amargo e, não por isso ainda, foi morrer assim.

foi porque jurou três outras vezes amar seu amor
[aquele dia na beira da praia comendo peixes, lembra?]
três outras vezes amar seu amor, amar seu amor
por quem abandonara suas redes, seu barco,
por quem abandonara suas redes, seu barco,
por quem abandonara suas redes,
seu barco.


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29 de junho de 2012.

2 comentários:

deivid junio disse...

pedro, aonde você for, eu quero ir.

pedro disse...

vou construir uma máquina de guerra contra a confraria reacionária unidos-em-série; vou me associar com poetas bits loucos barbudos jovens & lindos; vamos mandar tudo pro inferno; será muito bonito. Te convido.